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Evite prejuízos em sua indústria alimentícia por meio do controle de perdas

Um dos maiores problemas de uma indústria alimentícia é fazer um melhor controle de perdas e produtos. Isso porque o desperdício de materiais pode estar relacionado a diversos fatores, como ineficiência produtiva, desorganização do estoque, desqualificação, logística ineficiente, ajustes de máquinas, etc.

O setor industrial alimentício tem como particularidade a busca constante pela qualidade total. Afinal, o sabor e a aparência dos produtos influenciam diretamente o processo de escolha dos clientes.

E para atingir a melhor qualidade possível, muitas são as etapas de produção pelas quais passa cada alimento e, em cada uma, há chance de haver algum tipo de perda. Por isso, torna-se ainda mais importante ter um controle total sobre cada processo.

Neste post, vamos explicar o que pode ser feito para minimizar os prejuízos ocasionados pela falta de controle de perdas em uma organização. Confira!

Quais fatores aumentam as perdas nas indústrias?

De acordo com um estudo da JMA Consultants Inc., as perdas nas indústrias são impulsionadas pelos seguintes fatores: pessoas, recursos e equipamentos.

Pessoas

Um gerenciamento ineficaz e falhas administrativas podem ser as principais causas de falhas operacionais, justificadas também por falta de treinamento adequado e ociosidade da equipe de trabalho.

Somado a isso, podemos apontar ainda a desorganização e a logística como grandes motivos para um controle de perdas infrutífero dentro de uma empresa, e ainda o roubo como forma de perda intangível à organização.

Recursos

Ao não aproveitar da forma correta os seus recursos, muitas empresas acabam normalizando os desperdícios como parte do processo, quando sabemos que – na verdade – é a falta de controle produtivo que gera perdas e ineficiências, especialmente nos setores:

  • Energéticos: motivados pela sobrecarga ou dissipação;
  • Materiais: insumos e consumíveis, como gabaritos e ferramentas de trabalho.

Equipamentos

Esse tipo de perda é comumente evidenciado pelo desligamento ou parada dos equipamentos de uma indústria, ocasionado por:

  • falha;
  • quebra;
  • ajustes;
  • substituição de componentes;
  • startup (tempo para atingir condições nominais de operação);
  • perda de velocidade;
  • defeito permanente ou provisório.

Soluções para promover o controle de perdas

Com base no levantamento dos tipos de perdas possíveis nas indústrias, descrito anteriormente, podemos verificar que as principais formas de evitar prejuízos na empresa por meio do controle de perdas são:

Uso de ferramentas gerenciais

Muitas ferramentas permitem uma análise da eficiência e da qualidade da produção e, com isso, possibilitam uma tomada de decisão mais assertiva aos gestores da organização. Alguns exemplos são:

  • Controle Estatístico de Processo (CEP): permite visualizar a variabilidade do processo, por meio de fórmulas, gráficos, amostragens, histogramas e diagramas, a fim de obter melhoria e controle de perdas. Os tipos de variações são classificados quanto às causas, como aleatória, quando são apenas eventuais, ou assinaláveis, que afetam o processo de forma crônica;
  • Teoria das Restrições (TOC): consiste em proposições a respeito da produção, no que tange o processo e a operação em funções que relacionam produto, trabalho, máquina, tempo e espaço;
  • Sistema Toyota de produção, com a padronização dos sistemas produtivos;
  • FMEA (Failure Modes and Effects Analysis) ou análise dos modos e efeitos de falhas;
  • Ciclo PDCA, que abrange quatro fases na resolução de um problema: Planejamento (Plan), execução (Do), checagem de resultados (Check) e execução de ações corretivas (Act).

Todas as ferramentas citadas, quando aplicadas nos processos produtivos, viabilizam a identificação das causas da falha, diminuem a sua incidência e, com isso, melhoram os impactos nos resultados da indústria.

Implantação de um ERP (Enterprise Resource Planning)

As perdas de uma empresa podem estar atreladas à desorganização. Para uma administração eficiente e o uso das ferramentas gerenciais descritas no tópico anterior, será necessário um software com recursos suficientes para gerar dados, inventários e um fluxo de informação imprescindível para a análise preventiva do controle de perdas.

Além disso, adequar a cultura organizacional ao uso de um sistema de gerenciamento unificado, que automatize os diferentes processos dentro de uma empresa, permite que a organização seja beneficiada, também, em outros aspectos.

Qualificação da equipe

A qualidade da mão de obra é o principal entrave para o aumento da produtividade nas indústrias. De acordo com estatísticas da CNI (Confederação Nacional das Indústrias), cerca de dois terços das empresas avaliam que sua produtividade cresceu nos últimos cinco anos, mas afirmam que a qualidade da mão de obra e a infraestrutura são os fatores que mais prejudicam sua produtividade.

Esses índices apontam que a qualificação adequada permite que novas e eficientes formas de trabalho sejam implantadas em processos com déficit de qualidade ou altos níveis de perdas em produção.

Promover o treinamento da equipe, por meio de cursos a distância, por exemplo, pode ser uma boa opção para as empresas e colaboradores que se justificam pela falta de oportunidades e tempo.

Um alto grau de qualificação possibilita a retenção de talentos pela empresa, diminui os índices de turnover, melhora a eficiência operacional, diminui o tempo de parada das máquinas por falta de instrução, retrabalho ou espera, reduz a ociosidade da equipe e ainda garante um maior comprometimento dos colaboradores com os resultados globais da empresa.

Armazenagem adequada

O armazenamento estratégico de insumos ou produtos com altos índices de perecibilidade, como os alimentícios, deve ser efetuado conforme métodos de valoração de estoque.

Dessa forma, apesar dos métodos FIFO (first in, first out) e LIFO (last in, first out) serem largamente utilizados com base na data de entrada dos produtos nos centros de distribuição, o que deve ser praticado de forma a aumentar o controle de perdas é o FEFO (first expire, first out), que se apresenta em conformidade com a validade dos itens.

Além disso, adequar as embalagens de forma que protejam corretamente os produtos, tanto na armazenagem quanto na distribuição, mas que sejam sustentáveis – com sugestão de reaproveitamento por meio da reciclagem –, também diminui os índices de perda, inclusive na fase do pós-consumo.

Logística de distribuição eficiente

Em uma pesquisa do World Resources Institute, estima-se que o Brasil perca 15 milhões de toneladas de alimentos por ano, sendo 50% em processos logísticos de distribuição.

A agilidade é um dos principais fatores exigíveis para aumentar a eficiência dessa etapa e evitar a incidência das perdas de produtos. Além disso, ao cumprir os prazos de entrega, a empresa transmite uma imagem positiva aos clientes.

Nesse sentido, é importante atentar-se para a fragilidade dos itens para que, além de ágil, a entrega seja feita sem índices de avaria. Durante a montagem e movimentação da carga, é importante conferir se foram executados os métodos de valoração de estoque (FIFO, LIFO e FEFO), se estão sendo respeitadas as quantidades máximas de volume e forma de empilhamento e se há a manutenção adequada da temperatura nos veículos.

Um bom controle de perdas é essencial para que a empresa evite prejuízos desnecessários, aumente sua produção e otimize seus lucros. Ao promover esse controle, você alcança eficiência operacional e vantagem competitiva no mercado.

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