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Caminhão saindo da fábrica para distribuição de carga

Distribuição de carga: como evitar um gargalo logístico em empresas alimentícias

Logística é uma atividade cada vez mais essencial para garantir a satisfação dos clientes nos mais diversos segmentos de mercado. Por isso, ela tem sido tão estratégica para as organizações. Cuidar bem da logística, portanto, é garantir melhores resultados para o negócio.

Independentemente da área de atuação da empresa, o planejamento da distribuição de carga nos caminhões e a consolidação das entregas devem ser pensados de forma a reduzir custos. No setor alimentício, isso tem uma agravante: a correta distribuição ajuda a garantir a segurança alimentar dos itens e entregá-los protegidos e em bom estado.

Assim, um dos grandes desafios é otimizar as rotas usadas nas entregas, por meio da escolha de caminhos mais curtos e buscando priorizar o atendimento a áreas com restrição de circulação (comuns em grandes cidades). Afinal, o ideal é que não haja prejuízo na operação logística nem impacto nos custos.

Isso é necessário porque o ciclo logístico se refere a todos os procedimentos que acontecem em armazéns e depósitos — a distribuição de carga está entre eles e é afetada pelas demais atividades. Para saber mais sobre ela, continue a leitura deste post!

Por que fazer a distribuição de carga?

Todo veículo tem um Peso Bruto Total (PBT) fixado pelo fabricante. O artigo 100 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que não se pode transitar com carregamento que o supere. Por isso, a distribuição de carga no caminhão garante a segurança do motorista e de terceiros, e, acima de tudo, é uma necessidade imposta por lei.

Tanto a distribuição de carga quanto sua amarração dependem muito do tipo de produto transportado. Por isso, quem faz esse trabalho deve conhecer bem as características da mercadoria. Quando ela está embalada em caixas, é comum que haja informações sobre a capacidade máxima de empilhamento, a necessidade de refrigeração, o grau de inclinação e outros.

Em outras palavras, uma boa distribuição de carga ajuda a manter a qualidade dos itens transportados. Sem ela, por outro lado, há chances de que os produtos sejam danificados, o que encarece o processo e causa dificuldades para todos os envolvidos.

Quando feita corretamente, portanto, a distribuição de carga não apenas evita multas (aplicáveis quando se ultrapassam os limites de peso), mas ajuda a garantir a conservação das mercadorias transportadas. Veja, a seguir, alguns aspectos importantes a serem observados nesse processo.

Peso

Diferentes modelos de caminhão podem ter quantidades distintas de eixos e, por esse motivo, pontos de amarração de carga que sejam específicos da unidade. Com base nessas características, é preciso equilibrar os pesos para que nenhum lado acabe mais pesado que os demais.

Uma boa prática é alinhar a parte mais pesada do material no meio do veículo, de modo a criar pontos de gravidade e estabilidade. A ideia é que nenhum eixo fique sobrecarregado.

Além disso, quando a maior parte do peso está fora do ponto central de gravidade, a traseira do caminhão fica muito leve e bastante instável — o que pode causar acidentes e colocar em risco o motorista e outros veículos que estejam nas proximidades.

Tipo de material

Quando se transportam produtos frágeis, por exemplo, ao fazer a distribuição de carga é importante evitar que eles tenham contato uns com os outros. Além disso, é recomendável usar feltros e mantas de borracha para impedir que haja atrito ou desgaste e, assim, garantir a preservação dos itens durante a viagem.

Esse tipo de preenchimento (que pode usar, ainda, sacos de ar, papéis, isopor e outros) é válido também para materiais de tamanhos ou pesos diferentes — o ideal é que não sobrem espaços entre eles para que a mercadoria não se movimente no percurso. Além disso, esse procedimento garante mais equilíbrio ao todo.

Cargas líquidas transportadas em veículos-tanque devem ser acomodadas de modo a não sobrar espaços vazios além da tolerância dentro do reservatório. Isso pode fazer que o líquido se mova no contêiner e provoque instabilidade no caminhão — o que aumenta as chances de perda do controle do veículo.

Carga indivisível

Esse tipo de carga não pode ser dividido. São máquinas, equipamentos, transformadores, reatores, guindastes e similares. Algumas podem ser separadas em partes para fins de transporte, mas mesmo as que não puderem devem ser acomodadas no caminhão de forma a balancear o peso colocado entre os eixos do veículo.

Trajeto

É essencial conhecer o itinerário que será percorrido. Assim, o motorista já sai sabendo se há muitas curvas, quais as condições das estradas e outros aspectos que podem afetar seu trabalho. Essas características podem influenciar o transporte da carga se ela não estiver bem distribuída e presa adequadamente: ela pode, por exemplo, se move dentro do caminhão e tornar seu manuseio mais difícil.

Custos

Quando a distribuição de carga não é feita corretamente, pode haver excesso de peso por eixo — o que causa problemas na suspensão, aumento do desgaste e alteração na calibragem de pneus, diminuição da capacidade de frenagem, redução da estabilidade do caminhão, além de danos a pavimentos e pontes.

Se o caminhão for fazer paradas em diferentes clientes, é importante distribuir a carga de acordo com o planejamento de entrega. Isso garante que o processo de descarregamento ocorra sem perda de tempo ou produtividade, já que os itens próximos à porta serão entregues primeiro e assim sucessivamente.

Em resumo, o modo como a carga é distribuída influencia todo o processo logístico, além de prevenir a perda de mercadorias. Por isso, acomodá-la de forma equilibrada é o melhor a fazer para evitar acidentes em razão da instabilidade do veículo e desgaste prematuro de suas peças.

A travessia pelas estradas brasileiras inclui inúmeras condições adversas (trânsito, áreas de restrição e condição física das estradas, por exemplo). Todas elas afetam a produtividade e os custos no setor alimentício, já que podem representar quebra de veículos e demais gastos relacionados.

E então, já se sente mais preparado para fazer a distribuição de carga nos veículos da sua empresa? Quer conhecer mais formas de melhorar os processos logísticos na sua organização? Então leia outros posts aqui do blog. Para começar, sugerimos este aqui, que aborda a redução de custos no departamento.