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4 sinais de que sua empresa tem baixa rentabilidade

Muitos empreendedores dedicam grande energia às atividades cotidianas da empresa, relacionadas à compra, venda, logística, reposição de estoques, entre outras áreas. Entretanto, não possuem um controle sobre os dados relacionados à gestão. E sem as informações necessárias para analisar o desempenho, acabam por não saber definir se o seu próprio negócio está sendo rentável ou tendo baixa rentabilidade.

Como todos nós sabemos, a saúde financeira é ponto chave para o sucesso de qualquer organização. E apesar de parecer intuitivo definir se as contas vão bem ou mal, existem alguns tópicos que devem ser observados para não se deixar enganar pelas aparências.

Confira a seguir os quatro sinais básicos que podem ser determinantes para avaliar se a saúde financeira do seu negócio não vai bem e a administração precisa ser reavaliada.

O que é e porque se preocupar com a baixa rentabilidade?

Muitas vezes, em meio a uma conversa com o departamento financeiro, podemos citar os termos rentabilidade e lucratividade como sendo a mesma coisa. Mas isto é um grande equívoco.

Enquanto a lucratividade reflete os ganhos imediatos do negócio, a rentabilidade mostra qual é o retorno sobre o investimento que foi feito na empresa a longo prazo. Ou seja, para efeitos de gestão, planejamento e, até mesmo, estabilidade da empresa, é bom ser lucrativo, mas é fundamental ser rentável.

Veja a seguir o cálculo apontado pelo SEBRAE para determinar o resultado da sua rentabilidade: para saber a taxa de rentabilidade do investimento, basta dividir o lucro líquido pelo investimento. Assim, se uma empresa tem um lucro líquido mensal de R$ 2.000,00 e contou com investimento de R$ 80.000,00, sua taxa de rentabilidade é de 2,5 % ao mês. O que é preocupante, já que a porcentagem deve estar acima de 5% para que o negócio se apresente estável.

Baixa rentabilidade pode vir do estoque

Como está o seu estoque hoje? Se ele estiver abarrotado de produtos este pode ser um péssimo sinal. Um acervo cheio representa menos vendas, gastos com estocagem e imobilização do capital de giro. Todos esses pontos influenciam diretamente na rentabilidade.

Por outro lado, o oposto – estoque vazio – também não é uma boa ideia, afinal, você ficaria refém de compras de última hora para suprir as necessidades, o que se torna, geralmente, mais caro.

Homem com tablet na mão verifica a baixa rentabilidade dentro de um estoque de empresa

Para evitar esses transtornos é preciso planejar as compras de matérias-primas e mercadorias de forma que os riscos de ficar com os estoques cheios ou vazios sejam minimizados. Avalie se vale mesmo a pena adquirir um volume grande de peças com um pequeno desconto, se parte delas pode estragar ou virarem obsoletas.

Fluxo de caixa muito inconstante

Variações no fluxo de caixa são totalmente esperadas. No entanto, quando essas oscilações são muito altas e constantes, algo não está indo bem. Sem uma projeção financeira, a empresa não consegue otimizar seu capital, gerando stress e insegurança para o gestor todo mês.

Por isso, vale destacar novamente a importância do planejamento. É ele que auxiliará o gestor a detectar problemas, o que contribui com o processo de equilíbrio orçamentário da empresa.

Vendas em baixa

Claro que há meses em que as vendas não passam da mesma porcentagem. Isto acontece em grande parte dos negócios. Mas o grande problema está na queda contínua da comercialização de produtos.

Esta situação significa que você está perdendo e, além de não conquistar novos clientes, não está conseguindo manter os atuais comprando. Para solucionar este problema, faça uma análise sobre o tipo de produto, a divulgação e a estratégia de venda dele.

Dívidas mal administradas

É normal que as empresas tenham dívidas, até porque, nem todo débito é maléfico para o crescimento do negócio. No entanto, é necessário manter o saldo devedor sob controle, gerando dinheiro suficiente para pagar ao menos os juros de sua dívida.

Se for fazer uma dívida, preocupe-se em priorizar as de longo prazo e evite as de curto tempo, pois, no desespero de quitá-las o quanto antes, as empresas geralmente acabam aceitando empréstimos com altas taxas de juros ou recorrendo ao uso do cheque especial.

Quanto maior for o tempo para encarar as circunstâncias, mais complicada é a recuperação da empresa. Por isso, preste muita atenção nos indicativos citados acima, pois se sua empresa está caminhando para uma crise é preciso tomar as atitudes necessárias o quanto antes. Para mais dicas, acompanhe o blog Consistem.

Fonte: Sebrae e o Controller