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Como o módulo de controladoria auxilia na gestão patrimonial?

A gestão patrimonial é importante para toda empresa. Isso porque ao longo dos anos os bens sofrem a ação de fatores que causam sua depreciação e isso não pode ser ignorado na análise do patrimônio da empresa.

Contar com um sistema ERP para a gestão é importante para não permitir que dados passem despercebidos, além de ganhar tempo e produtividade. Pode ser que você não saiba, mas ele também pode ajudar a calcular a depreciação de bens da empresa. Vamos acompanhar mais sobre a importância do módulo de controladoria no material a seguir.

Por que realizar a gestão patrimonial?

Ao final de cada exercício, a empresa realiza um Balanço Patrimonial que visa registrar o valor de cada bem, direito e obrigação. Isso permite verificar se o patrimônio ascendeu ou declinou durante o período.

Esse Balanço é a maior representação da Gestão Patrimonial da empresa, haja vista que não fazê-lo pode gerar dúvidas quanto à credibilidade. Já, quando elaborado com precisão, a administração dos bens auxilia na hora de manter um relacionamento transparente com os acionistas.

E além da vantagem que citamos acima, ela também é a ferramenta que possibilita um planejamento orçamentário, pois permite a redução de custos e a previsão de investimentos em caso de depreciação.

Ou seja, a controladoria patrimonial facilita a tomada de decisões, evita investimentos desnecessários, atrai investidores, dificulta o desvio de recursos e permite a realização da gestão do risco. Por estes e muitos outros motivos, ela é importantíssima para o bom funcionamento da empresa.

E como fazer corretamente a controladoria patrimonial?

A gestão patrimonial da empresa deve passar por algumas fases. É muito importante ficar atento a cada uma delas para que informações não passem despercebidas. Veja alguns passos a seguir para realizar um controle correto dos bens!

Inventário dos bens da empresa

É nele que constam todos os ativos. Bens tangíveis devem ser fotografados e ter a localização descrita no documento. Esse relatório deve manter-se em atualização constante, haja vista que bens são adquiridos, descartados e alienados o tempo todo.

Avaliação dos ativos

Feita a listagem, chegou a hora de avaliar o custo de reposição do bem, o valor justo e o residual. Você precisa projetar qual será o valor aproximado do bem ao final de sua vida útil.

Revisão da vida útil dos ativos

Por falar em vida útil, ela deve ser analisada. É necessário levantar qual a vida útil esperada para o bem e por quanto tempo ele já vem sendo utilizado.

Conciliação físico contábil

O inventário físico deve ser comparado com a base contábil. Alguns bens podem constar na contabilidade, mas não existirem fisicamente, e vice-versa. Essas divergências devem ser identificadas e analisadas.

Teste de Impairment

Também conhecido como Teste de Recuperabilidade do Ativo, busca avaliar a desvalorização dos bens. O valor registrado em contabilidade deve ser condizente com a receita que aquele bem ainda pode gerar, seja pelo seu uso ou venda. Esse teste é obrigatório para Sociedades de Grande Porte com ativo superior a R$240 milhões.

Como calcular a depreciação de ativos?

Conforme dissemos acima, os ativos da empresa sofrem uma desvalorização devido a fatores como tempo de uso, eventos da natureza ou obsolescência. A esse fenômeno chamamos depreciação.

Mensurar o valor que cada um desses ativos perde e quanto tempo de vida útil ainda lhes resta depende de alguns cálculos específicos. Antes de tudo, você precisa saber qual a vida útil do bem e o valor novo.

A depreciação anual será igual ao cálculo da diferença entre o valor novo e o valor residual. O resultado deve ser dividido pela vida útil do produto. Outra forma mais simples de fazer o cálculo é dividindo 100% pela vida útil do produto. Ambos os métodos levam à alíquota anual de depreciação do bem.

Isso serve para bens que sofrem uma depreciação linear, ou seja, igual a cada ano. Existem outros que se depreciam mais no primeiro ano de uso, um pouco menos no segundo, menos ainda no terceiro, e assim por diante. Esses devem ser avaliados especificamente.

Como fazer a gestão patrimonial com o módulo de controlaria?

Foi-se o tempo em que tudo era feito “na ponta do lápis”. A chegada de sistemas de gestão empresarial permitiu às empresas reduzir a taxa de falhas humanas e otimizar o tempo dos colaboradores.

Um sistema ERP pode ajudar a empresa a fazer a controladoria patrimonial, pois conta com alguns recursos específicos. Ele deve realizar a classificação por contas e subcontas, que separa os itens por NCM. Cada NCM tem uma taxa diferente de depreciação.

Para que o registro de ativos ocorra corretamente, é preciso que os módulos de entrada e saída desses itens sejam integrados à gestão patrimonial. É muito importante não deixar de lançar todos os movimentos no sistema, haja vista que ele depende da inserção de dados.

Entretanto, uma vez inseridos, os cálculos podem ser realizados automaticamente e informações fiscais e contábeis são mescladas, a fim de calcular corretamente as taxas de depreciação. É assim que conclusões precisas sobre o patrimônio da empresa são geradas sem grandes dificuldades.

Como pudemos ver acima, uma empresa precisa saber exatamente o valor do seu patrimônio para tomar decisões mais corretas e evitar investimentos desnecessários. E a tecnologia está aí para ajudá-la nessa missão.

Entendeu a importância da controladoria patrimonial para o bom funcionamento da instituição? Quer implantar um sistema ERP que conte com módulos que o ajudem a fazer esses cálculos e acompanhamentos? Siga nossas redes sociais e tenha acesso a mais conteúdos como este! Estamos no Facebook, Instagram, Youtube e LinkedIn.


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